
Cavaleiros da Rainha – Geração Tabor
Marcelo Mafra / Larissa Rodrigues – Toda grande história de fidelidade começa com um “sim” decidido, e a dos “Cavaleiros da Rainha” não foi diferente. Em dezembro de 1975, o Santuário de Schoenstatt Tabor da Esmagadora da Serpente, em Londrina/PR, foi testemunha do nascimento de uma geração. Jovens adolescentes, a maioria filhos de casais pertencentes ao Movimento Apostólico de Schoenstatt. Eles selaram sua Aliança de Amor, convencidos de que o mundo precisava ser transformado por meio do amor, poder e sabedoria da Mãe, Rainha e Educadora.
Naquela época, o grupo era dirigido pelo então seminarista Pe. Argemiro Ferracioli e guiado espiritualmente pelo Pe. Irineu Trevisan, que os conduziram em missões que iam, desde acampamentos anuais no litoral do Paraná, até a arrecadação para construir a atual casa da Juventude Masculina de Schoenstatt (Jumas), em Londrina/PR.
O fogo que se expande pelo mundo
A história nos mostra que a fidelidade à Aliança cria raízes, onde quer que o missionário vá. No início dos anos 80, o grupo viu seus membros partirem para Curitiba/PR, a fim de iniciar suas carreiras acadêmicas. O que poderia ser um distanciamento tornou-se semente: sob a orientação dos então seminaristas Idenando Ramos e Pe. Rafael Biernaski (hoje Bispo de Blumenau/SC), eles fundaram o Jumas em Curitiba. Esse ardor pela missão aumentou ainda mais, pela participação ativa na conquista do Santuário da Mãe e Rainha, Tabor Magnificat, em 1985.

Até hoje, uma pedra trazida dos fundamentos do Santuário Original, na Alemanha, e fixada ao lado do altar, simboliza o vínculo eterno desses aliados com a origem de Schoenstatt em Curitiba.
O desejo de que o Reino de Deus conquistasse o mundo levou essa juventude a cruzar as fronteiras brasileiras, na participação em encontros internacionais do Jumas, no Paraguai e no Chile, nas Escolas Internacionais de Chefes, em Viña del Mar, no Chile, em 1983, em Londrina, em 1984 e em Florêncio Varela, na Argentina, em 1985.
A experiência internacional fortalece nos jovens a responsabilidade pela Juventude de Schoenstatt no Brasil. Fruto disso é a criação da revista Geração Tabor, em 1983, sob a direção do Pe. Ottomar Schneider e do Pe. Antônio Maria Borges, unindo os regionais de Paraná e São Paulo, no mesmo anseio de serem “Filhos heroicos de Schoenstatt, Pai Fundador como guia!”.
Jubileu de ouro: Um renovado sim
Cinquenta anos se passaram. A história abençoada, que começou com os adolescentes, em 1975, se mantém viva e é renovada, em dezembro de 2025.
Com o tempo, as responsabilidades espalharam os membros do grupo pelo mundo, mas a Aliança permaneceu como vínculo que une e dá sentido em suas vidas.
50 anos depois da Aliança de Amor, Carlos Alberto Abram, Marcos Godoy Coronado e Oberlandir Schrank Araújo se reúnem no Santuário de Londrina, com o amor comprovado, para agradecer à Mãe de Deus por sua proteção, amparo e guia durante esse meio século.
Em uma Santa Missa, presidida pelo Pe. José Fernando Bonini, que também é fruto dessa Geração Tabor, eles não apenas recordam o passado, mas se oferecem novamente, trazendo para a Rainha tudo o que viveram, suas alegrias e dificuldades, suas trajetórias pessoais, familiares e profissionais.
Agora o amor não é apenas um entusiasmo juvenil e um sonho de quem não conhece bem a dureza da vida. Esses homens maduros trazem a aliança comprovada e um coração filial, que testemunha a ação Educadora da Mãe e o sim sempre renovado de seus aliados. A prova segura que a Aliança de Amor é uma força divina, que sustenta a natureza humana diante dos perigos do mundo.
A história dos Cavaleiros da Rainha continua a ser escrita. No ardor do primeiro amor, eles dizem para a Mãe de Deus; “Trabalharemos para que, por nosso exemplo e ação, a juventude masculina cresça e todo o Movimento de Schoenstatt se torne cada vez mais a alma de uma nova Igreja e do novo mundo, para a glória do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.”
Que a chama do amor que move os Cavaleiros da Rainha continue a inflamar novos corações. O testemunho da Geração Tabor nos ajude a permanecermos fiéis à Aliança de Amor, a recomeçarmos sempre de novo, pois é Deus quem realiza grandes obras por meio de nós e, de geração em geração, cantamos os louvores de Maria e a sua fidelidade à Aliança.





Excelente documentário! Enriquecedor. Gostei muito!