Jaqueline Montoya – Dirigentes, membros e pertencentes ao círculo do Jardim de Maria da Liga Apostólica Feminina de Schoenstatt (Lafs) dos regionais Coração Tabor e Missionis estiveram reunidas no Santuário de Schoenstatt, Tabor da Permanente Presença o Pai, em Atibaia/SP, entre os dias 20 e 22 de março. Sob o lema Com a Rainha Tabernáculo Vivo, restauradas em Cristo, rumo à santidade, as liguistas puderam se reabastecer espiritualmente e planejar as ações do ano.
Com a mão no pulso do tempo: aprender a interpretar os sinais
Recentemente, um triste episódio marcou a Família de Schoenstatt de Guarapuava/PR e, de forma ainda mais direta, a Lafs. Em novembro de 2025, o sacrário do Santuário foi violado e hóstias consagradas, além do ostensório e da teca, foram levados. O ostensório em questão era um símbolo presenteado pela Lafs, conhecido dentro do ramo por ostensório lirial, que posteriormente foi localizado, junto com a teca, totalmente destruídos.
Neste encontro, as partes danificadas do ostensório foram apresentadas às representantes dos Regionais Coração Tabor e Missionis. E o que isso representa? Neste final de semana as liguistas refletiram particularmente sobre o simbolismo do ostensório danificado e o ideal do ramo que é ser “Tabernáculo Vivo”, focando especialmente na restauração – não só material, mas especialmente a restauração interior.
“Tivemos como ponto forte do encontro toda a questão que envolveu o ostensório lirial de Guarapuava/PR. Todo esse acontecimento nos remeteu ao tema da restauração. Refletimos como mulheres sobre nossa necessidade de restauração interior, diante de tudo que trazemos em nosso coração, de todas as nossas ‘marcas’. Foram dias de muita interiorização, de vivências profundas. Levamos daqui essa experiência de restauração que podemos levar também para outras mulheres”, explicou Ieda Maria da Silva, de Jacarezinho/PR.
E para contribuir com estas reflexões, Ir. M. Jacinta Donati, assessora regional da Lafs Missionis, iniciou o encontro com o tema O processo de minha transformação é o maior milagre! Trabalhando com a analogia da lapidação/transformação do ouro e o desenvolvimento da vida interior. “O milagre da transformação acontece quando reconhecemos nossa própria insuficiência sem a presença divina (…) a transformação não é um evento isolado, mas um caminho para a vida inteira”, recordou.
Maria: exemplo de mulher restaurada
Já na parte da tarde, Ir. M. Diná Batista de Souza, assessora regional da Lafs Coração Tabor, trouxe como tema o Ecce Ancilla Domini (Eis a serva do Senhor) – Nossa Essência. Foi o momento de refletir sobre o papel das dirigentes e o apostolado em prol do ramo tendo como modelo Maria. Na sequência, trabalhos em grupo concluíram questões práticas da vida da Lafs. Após o jantar, o grupo encerrou o dia com a melhor parte: a celebração da Santa Missa.
Caminhando com Ir. M. Emilie
A manhã de domingo começa diferente: a oração inicial é um convite para caminhar com a venerável Ir. M. Emilie Engel. A partir de reflexões sobre sua vida e luta no crescimento da vida interior, as dirigentes partem rumo ao Santuário. Junto da Mãe, as liguistas consagram o dia de trabalho e todo ramo.
Santidade é Restauração
Como último tema, Pe. Vandemir Meister apresenta a todas a santidade como caminho de restauração. Novamente recordando o paralelo entre o ostensório e a vida diária ele afirma “este ostensório quebrado é como um coração chamado à restauração. Este ostensório é cada um de nós. Assim como ele pode ser restaurado, nossa vida também pode, para irradiar nova vida ao mundo. O símbolo do ostensório destroçado é o que Deus nos fala hoje: quantas pessoas destroçadas, sem ânimo. Isso é resposta ao tempo”.
Como estímulo para as liguistas destacou “a santidade é um estilo de vida, o que vai trazer solução para situação atual. Como eu porto Cristo no dia a dia? Deus nos chama para a santidade nos dias atuais. A santidade não é um privilégio dos religiosos, é para todos os batizados”. Como reflexão final, puderam ver que Deus quer restaurar a cada um, a santidade é o caminho e a alegria o fruto esperado.
Enviadas em missão
A vida no Tabor é sempre boa e agradável, mas a missão começa no dia a dia, na volta pra casa e para os grupos. A missa de envio encerra as atividades, porém o desafio é levar tudo o que foi vivenciado para o restante do ramo.
“O encontro foi muito especial. Pensar a santidade na vida diária nos faz ‘tirar Deus daquela caixinha de domingo’, do encontro somente na Igreja. Essa missão da santidade precisa estar presente em nossa vida em todos os momentos. Ficamos com gosto de quero mais. Ouvimos muito do que enfrentamos na nossa vida, nossas batalhas e obstáculos, mas também sobre as ferramentas concretas para vencer tudo isso e agora saímos com essa missão de nos aprofundar ainda mais no assunto e também levar esse conteúdo para nossos grupos”, disse a liguista Flávia Rizzo, de Araraquara/SP.




