
(Foto: Paróquia São Rafael Arcanjo)
Larissa Rodrigues – A comunidade da Paróquia São Rafael Arcanjo, no Recanto das Emas/DF, vive a coroação da Mãe de Deus no dia 1º de maio de 2026, unindo ação de graças, devoção mariana e a conquista de um espaço de fé. A celebração começa com a Santa Missa na matriz, marcando também a abertura do Mês Mariano, e segue em procissão até a Ermida, onde acontece a coroação.
O momento reúne cerca de 100 pessoas e conta com a participação de missionários da Campanha da Mãe Peregrina, do Terço dos Homens Mãe Rainha (THMR) e de diversas famílias da paróquia. A iniciativa nasce do desejo de dar identidade à Ermida da MTA (Mater Ter Admirabilis). Segundo Silvânia Rodrigues Correia Feitoza, da coordenação do setor XIII do Vicariato Leste da Arquidiocese de Brasília/DF, a comunidade busca um título que expressasse a vivência já presente no local e encontra na coroação o caminho para essa definição.
A escolha do nome “Poderoso Refúgio” não surge como ideia abstrata, mas a partir da experiência concreta. A própria comunidade percebe um fluxo constante de pessoas que passam pela Ermida ao longo do dia, rezam, deixam pedidos e expressam sua devoção. Para Silvânia, esse movimento revela que o título já se manifesta na prática, como um lugar de acolhimento e confiança.
Espaço que nasce da vida da comunidade
A Ermida surge a partir de uma necessidade pastoral. Com espaço limitado na matriz, a comunidade passa a utilizar uma área pública próxima para eventos maiores, como missas campais e festas. A proposta de construir ali um espaço dedicado à Mãe de Deus é apresentada em assembleia paroquial e acolhida pelo conselho.
A partir dessa decisão, inicia-se o processo de conquista e construção do local, que se torna não apenas um ponto para grandes celebrações, mas também um espaço contínuo de oração. Ali, a comunidade reza o Rosário semanalmente, realiza o Ofício de Nossa Senhora e promove encontros do THMR. Procissões, celebrações do Sábado Santo e atividades das pastorais também partem desse espaço.
Por estar em local aberto, a Ermida se integra à rotina da comunidade e do bairro, permitindo que muitas pessoas façam breves momentos de oração ao longo do dia.
Para marcar o primeiro ano da Ermida, a comunidade oferece a coroa como presente e realiza uma peregrinação a Santa Maria/RS, aprofundando a espiritualidade ligada ao Venerável Diácono João Luiz Pozzobon. Segundo a coordenação, essa experiência fortalece o sentido da conquista e prepara espiritualmente a coroação.
O pároco, Pe. Felipe Ferreira de Souza, participa da peregrinação e destaca a importância desse caminho espiritual para a comunidade. “Tivemos a graça de visitar alguns lugares onde viveu João Luiz Pozzobon, conhecer familiares dele e estar no Santuário. Também abençoamos a coroa de Nossa Senhora na missa de aniversário do Santuário, no dia 11 de abril”, relata.
Segundo ele, a comunidade leva a coroa abençoada para Brasília e a utiliza na celebração do dia 1º de maio. “Além de coroarmos a Virgem Maria, também colocamos uma nova imagem na Ermida. Tivemos a presença de muitas pessoas, inclusive daqueles que estiveram conosco na peregrinação”, afirma.
Vivência interior e frutos concretos
A celebração da coroação se traduz em experiências pessoais profundas. Flávia Escobar Barbosa descreve o momento como um encontro interior: “Não foi só uma celebração, mas algo que tocou profundamente o coração. O mais marcante foi a coroação, quando reconheci Maria como Rainha da minha vida e entreguei a Ela minhas preocupações”.
Ela também destaca a relação com o espaço da Ermida: “Ao olhar para a Ermida, senti que ali é um lugar onde sempre posso voltar. Saí com o coração renovado e a fé mais firme”.
Fabiano Santos resume a experiência como um fortalecimento da fé e da devoção mariana, ao viver a celebração de forma mais próxima e intensa.
Entre os frutos já percebidos, está a maior aproximação com a espiritualidade de Schoenstatt, especialmente por meio da peregrinação e da preparação espiritual com o Capital de Graças. A participação do pároco acompanha todo o processo de forma próxima, oferecendo direção espiritual e incentivando a vivência comunitária.
Após a coroação, a comunidade já percebe novos movimentos: pessoas que ainda não recebiam a visita da Mãe Peregrina passam a procurar a coordenação para iniciar essa vivência. Para Silvânia, esse é um sinal concreto de que a coroação não se encerra na celebração, mas continua a gerar vida na comunidade.




