
1Depois do sábado, ao amanhecer do primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. 2De repente, houve um grande tremor de terra: o anjo do Senhor desceu do céu e, aproximando-se, retirou a pedra e sentou-se nela. 3Sua aparência era como um relâmpago, e suas vestes eram brancas como a neve. 4Os guardas ficaram com tanto medo do anjo, que tremeram, e ficaram como mortos.
5Então o anjo disse às mulheres: “Não tenhais medo! Sei que procurais Jesus, que foi crucificado. 6Ele não está aqui! Ressuscitou, como havia dito! Vinde ver o lugar em que ele estava. 7Ide depressa contar aos discípulos que ele ressuscitou dos mortos, e que vai à vossa frente para a Galileia. Lá vós o vereis. É o que tenho a dizer-vos”.
8As mulheres partiram depressa do sepulcro. Estavam com medo, mas correram com grande alegria, para dar a notícia aos discípulos.
9De repente, Jesus foi ao encontro delas, e disse: “Alegrai-vos!” As mulheres aproximaram-se, e prostraram-se diante de Jesus, abraçando seus pés. 10Então Jesus disse a elas: “Não tenhais medo. Ide anunciar aos meus irmãos que se dirijam para a Galileia. Lá eles me verão”.
Jaqueline Montoya – Celebramos hoje a Vigília Pascal, dia da maior festa litúrgica da Igreja. O Cristo Ressuscitado enfim se manifesta: Ele já não está entre os mortos, está vivo. A dor da morte enfim é vencida pela alegria do reencontro.
E como tudo isso se inicia? Com um diálogo!
Vejam vocês: toda cena se dá através do diálogo. Primeiro as mulheres são interpeladas por um anjo. Um anjo que faz os guardas caírem por terra como mortos, mas que ao se dirigir às mulheres – que permanecem ali firmes de pé – inicia este anúncio com a conhecida frase bíblica: “não tenhais medo!”. E depois, na sequência do encontro, o próprio Cristo reforça essa frase.
Portanto, a primeira lição que podemos tirar deste trecho do Evangelho é: a da confiança. Mesmo nas adversidades ou diante daquilo que não entendo: confiar e não temer. Como Maria Madalena e a outra Maria poderiam prever o que iria acontecer naquele momento? Mesmo assim elas permaneceram firmes.
Aprender a ouvir o que Jesus nos fala
Seguindo a cena, o anjo faz outro alerta importante sobre a ressurreição. Ele recorda “Ressuscitou, como havia dito!”. Quantas vezes Jesus tentou, em vão, explicar aos seus discípulos que ressuscitaria? Ele fala de sua morte de cruz, mas também avisa que este não é o fim. Vemos o Cristo falando em parábolas, ou mesmo às claras, porém sem ser compreendido por aqueles que Ele mais amava. Quanta dor isso deve ter causado em seu coração. Quantas vezes Ele mesmo presenciou os discípulos disputando cargos, pensando em privilégios e honrarias, enquanto o Filho de Deus se colocava ao serviço dos mais pequeninos.
Podemos aqui também refletir: quantas vezes em minha vida também ignorei a palavra de Deus? Quantas vezes me fiz “surdo” aquilo que o Senhor queria de mim e por isso sofri? Será que em meu cotidiano, quando me pus a serviço de Schoenstatt em meu ramo/comunidade também não o fiz esperando elogios, ‘glamour’ e atenção? Ou fiz do meu serviço uma entrega filial e missão?
A notícia da ressurreição também pede pressa: “ide depressa contar aos demais”
Não podemos deixar para depois! A Vida Nova começa aqui e agora! Temos que aprender a renovar todos os dias em nosso coração o fogo novo celebrado nesta noite santa. A alegria da ressurreição deve fazer brotar em nós um novo modo de viver. Como diz a conhecida canção “As coisas antigas já se passaram, somos nascidos de novo!”. Este dia deve fazer nascer em nós o espírito do homem novo, ressuscitado. Passou a escuridão: é tempo de vida, vida nova… vida eterna.
Apressadas as mulheres deixam o sepulcro seguindo as instruções do anjo. É o misto de medo e valentia que as encoraja. Mais a frente o esperado encontro: o próprio Cristo se manifesta diante delas. E aqui, novamente, um diálogo. Antes de se prostarem, Jesus Ressuscitado as saúda “Alegrai-vos!”. Como não se alegrar com este encontro? Tudo que parecia perdido recebe uma nova cor. A dor dá lugar à alegria e esperança.
Prostradas diante do Senhor, as mulheres novamente recebem o alerta “Não tenhais medo!”. Porém Jesus vai além: ele não pede só coragem e confiança. Ele também as envia em missão “Ide anunciar aos meus irmãos que se dirijam para Galileia. Lá eles me verão”.
E este envio ressoa hoje em nossos corações
E o que podemos levar de concreto disso tudo para o nosso tempo atual? Hoje somos nós os enviados: queremos como Maria Madalena e a outra Maria ser os novos anunciadores da Páscoa, da ressurreição, da vida nova! Chegou o dia em que o Senhor venceu! Rompeu as trevas da morte e ressuscitou, como havia dito.
Ele, o sinal da nova e eterna Aliança, é a prova do amor infinito de Deus por nós. Um amor que não se cansa de amar. Que possamos ser sinais vivos deste amor onde estivermos. Que possamos estar atentos ao que Deus pede de nós a cada momento. Afinar nossos ouvidos e corações para ouvir e crer, assim como as mulheres do Evangelho de hoje. Só assim estaremos prontos para nos colocar à disposição do Senhor e cumprir nossa missão na vida diária.




Lindo este diálogo sobre a ressurreição de Jesus. Como não viver esta palavra do Senhor Jesus? Um amor que não se cansa de amar; profundo até a alma. Ele é o nosso Deus!!!