Larissa Rodrigues – A experiência internacional do Schoenstatt Mission também acontece em solo brasileiro. No Santuário de Schoenstatt, em Atibaia/SP, quatro jovens do Equador vivem dias marcados pela vida em comunidade, pelo trabalho concreto e por um aprofundamento pessoal da fé, em uma vivência que une culturas e revela a força do carisma de Schoenstatt.
Anaí Betzabeth Benavides Vega, Génesis Jara, Viviana Del Cisne Borbor Morales e María Teresa Arzube vivem em Atibaia/SP ao longo de pouco mais de um mês, de 24 de março a 27 de abril, onde acompanham a rotina das Irmãs de Maria de Schoenstatt, participam de atividades formativas e colaboram em diferentes frentes de trabalho no Santuário. A iniciativa partiu de Anaí, que conheceu em Roma jovens brasileiras após o Jubileu da Coroação da Juventude Feminina de Schoenstatt (Jufem) e, ao retornar ao Equador, buscou junto à Irmã assessora da Jufem a possibilidade de realizar o programa no Brasil. O entusiasmo foi imediato: ao compartilhar a ideia com as amigas, todas quiseram participar. Para María Teresa, Anaí foi, nas suas próprias palavras, “um instrumento de Deus” nesse convite.
Rotina e atividades
A programação diária começa cedo, com a Missa das 7h, seguida do café da manhã e dos trabalhos práticos distribuídos ao longo da manhã nas mais diversas atividades com as Irmãs. As jovens já passaram pela padaria, pela secretaria da Campanha da Mãe Peregrina e por diferentes tarefas domésticas. Na parte da tarde, desfrutam de tempo livre até as 17h, quando acontecem as aulas, sobre temas como autoconhecimento e a história de Schoenstatt no Brasil.
Para Anaí, cada tarefa simples carregou um significado formativo: “Trabalhei na padaria, na secretaria da Campanha da Mãe Peregrina e em muitas coisas da casa, aprendizados que vou carregar para a vida toda.”
Uma acolhida marcante
Desde a chegada, as jovens destacam a forma como foram recebidas pelas Irmãs. Para Anaí, foram os detalhes que fizeram a diferença: “As cartas de boas-vindas, a carta da Ir. M. Silvia Regina, superiora provincial, os presentes pensados para nossas necessidades, tudo isso me fez sentir que estavam me esperando há muito tempo.”
María Teresa, por sua vez, também se surpreendeu com a cultura brasileira de modo mais amplo: “O que mais me surpreendeu foi a comida, a feijoada, as carnes, as coxinhas. Mas também a forma como o povo brasileiro acolhe, fazendo qualquer pessoa se sentir em casa desde o primeiro momento.” Ela ressalta que, apesar das diferenças, Equador e Brasil guardam muitas semelhanças: “A acolhida das pessoas e a alegria de viver aproximam muito os dois países.”
Viviana complementa: “A convivência com os brasileiros superou minhas expectativas. Sentia que chegava em casa. Eles são muito generosos, divertidos e amorosos, e como somos latinos, compartilhamos essa cultura de falar muito, fazer piadas e animar o outro, o que torna os dias mais alegres.”
Crescimento pessoal e espiritual
Além da imersão cultural, a experiência tem provocado reflexões profundas em cada uma das participantes. Viviana conta que o período aprofundou sua compreensão sobre liberdade interior e vida em comunidade: “Todos os dias temos a oportunidade de dizer sim ou não a Deus nas pequenas coisas. Essa liberdade tem consequências na vida das pessoas ao nosso redor, na família, na comunidade. Fiquei impactada com o quanto a liberdade interior pode afetar a vida dos outros.”
Génesis, por sua vez, identificou no idioma e na convivência os maiores desafios, e também os maiores pontos de crescimento: “Foi onde mais cresci.” Ela descreve a experiência como algo que vai além de uma viagem: “É uma oportunidade de sair da zona de conforto, de se deparar com os próprios limites e de descobrir um propósito.”
O que levam de volta ao Equador
Ao pensar no retorno, cada jovem sinaliza um compromisso concreto. Génesis quer ser testemunha: “Sinto que Deus me pede para viver uma fé mais autêntica no cotidiano e acompanhar outros jovens nesse caminho.” Viviana quer começar pela vida mais próxima: “Não basta buscar espaços de comunidade fora, é preciso começar em casa, com as amigas, com a família. Ver o outro com generosidade, entendê-lo, não julgá-lo.”
Para Génesis, a síntese do que leva consigo é clara: “Uma fé mais firme, mais confiança em mim mesma e a certeza de que tudo é possível quando se confia em Deus.” E o recado para quem ainda hesita em participar do Schoenstatt Mission é direto: “Que se atreva. Vale a pena, mesmo com muitas dúvidas, é uma experiência que transforma a vida.”
Dimensão internacional
A presença das quatro jovens equatorianas faz parte das experiências de intercâmbio vividas dentro do Schoenstatt Mission em diferentes países. Iniciativas como essa mostram, na prática, o alcance internacional da Obra de Schoenstatt e como o carisma da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável segue unindo pessoas de diferentes culturas em uma mesma missão.
Para saber mais: Schoenstatt Mission.





Lindo sonho de missão. Já tem como comecar buscando em todos os lugares anunciar. Como é bom ser schoenstattiano para Jesus e Maria🙏.